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19.2.04

Julius Evola no Palácio Galveias 

Em Maio de 1999, esteve patente no Palácio Galveias, em Lisboa, uma exposição subordinada ao tema «Futurismo e Aeropintura ? Arte em Itália, 1909-1944». A Câmara Municipal de Lisboa produziu um belo catálogo de 288 págs. com reproduções das obras expostas e as biografias dos artistas. Julius Evola esteve representado com duas pinturas, «La ninfa fogliasecca» (pág. 127) e «Mazzo di fiori» (pág. 128). O verbete biográfico (pág. 258) reza assim:

Julius Evola (Giulio Cesare Andrea) (Roma, 1898 ? Roma, 1974) Escritor e pintor
"Julius Evola liga o seu nome e a sua obra aos estudos no campo da história do hermetismo e do esoterismo religioso.
Impelido por uma grande curiosidade intelectual, Evola inseriu-se no movimento artístico de vanguarda romano, junto dos futuristas e influenciado por Balla, antes do conflito mundial.
Por volta do ano 1920, enquanto escritor e pintor, participa por um breve período, na aventura dadaísta: é amigo de Tristan Tzara e colabora nas revistas de vanguarda, como «Dada», «Bleu», «Noi».
Em 1920 tem lugar uma exposição individual na Casa d?Arte Bragaglia, subdividida em duas secções ligadas ao Futurismo e à experiência dadaísta.
Em 1922 participa no «Salon Dada» na Galia Montaigne de Paris.
É o autor do poemeto «La parole obscure du paysage intérieur» e de um ensaio «Arte abstracta» (1920) que contém importantes motivos histórico-críticos, válidos para a interpretação do Futurismo. Assim, quando Evola fala de subjectivismo orgíaco e de um mergulho brutal a título de purificação, fornece as indicações precisas e preciosas para leitura do primeiro paroliberismo marinettiano exemplificado em «Zang Tumb Tumb» de 1914."

La ninfa fogliasecca ? 1920-1921
Tinta e aguarela em papel, 20x16 cm ? Col. Particular, Roma


Mazzo di fiori ? 1917-1918
Pintura a óleo em cartolina, 50x50,5 cm ? Col. Particular, Roma


Como curiosidade adicional, o referido catálogo comporta três ensaios explicativos do Futurismo e da Aeropintura assinados por Stefano de Rosa (Comissário da Exposição), Massimo Carrà e Mario Verdone. Ao longo de 30 páginas não está escrita, uma única vez, a palavra fascismo. Nenhuma menção à militância dos artistas, apesar desta ser visível em várias obras expostas. Nenhuma alusão à relação Futurismo/Fascismo. Uma pista apenas: escreve Mario Verdone ... Gino Soggetti (...) pintor, este último, afastando-se do movimento em 1925, porque é antifascista e anárquico. O que permite ao leitor mais atento concluir que todos os outros não são, no mínimo, antifascistas.

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